você já percebeu que o seu filho evita ir à escola, reclama de dor de barriga com frequência sem causa médica aparente ou chora com facilidade diante de situações simples? Esses podem ser sinais de ansiedade infantil — um tema que está ganhando cada vez mais atenção no Brasil e no mundo.
E não é sem razão. Dados do Ministério da Saúde mostram que os atendimentos de crianças entre 10 e 14 anos no SUS saltaram de 1.850 para mais de 24.000 casos em uma década. Entre adolescentes, o crescimento foi ainda mais expressivo. Mas o que está por trás desse aumento?
O que é ansiedade infantil?
Ansiedade é uma resposta natural do nosso organismo a situações de ameaça ou incerteza. Em crianças, ela faz parte do desenvolvimento. O medo do escuro, de se separar dos pais ou de situações novas é completamente normal em determinadas fases da vida.
O problema aparece quando essa ansiedade se torna intensa demais, frequente, e começa a atrapalhar o dia a dia da criança — na escola, nas relações sociais e em casa.
Quais são os sinais de alerta?
Diferente dos adultos, crianças raramente dizem ‘estou ansiosa’. Os sinais costumam aparecer de outras formas:
- Queixas físicas frequentes sem causa médica (dor de barriga, dor de cabeça, enjoo)
- Resistência ou recusa em ir à escola
- Dificuldade para dormir ou pesadelos recorrentes
- Irritabilidade e choro fácil
- Medo excessivo de situações cotidianas
- Necessidade constante de aprovação e reasseguramento dos pais
Quanto mais cedo esses sinais forem identificados, mais rápido e eficaz é o tratamento.
Por que a ansiedade infantil está aumentando?
Vários fatores contribuem para esse cenário. A rotina acelerada, as cobranças escolares cada vez mais cedo, o uso excessivo de telas, a exposição a conteúdos inadequados nas redes sociais e até o contexto familiar tenso são gatilhos comuns.
A pandemia de COVID-19 também deixou marcas: o isolamento, a interrupção das rotinas e o medo generalizado afetaram profundamente o desenvolvimento emocional de muitas crianças.
A ansiedade não tratada na infância tende a se intensificar na adolescência e na vida adulta. Cuidar agora é proteger o futuro.
Quando buscar ajuda profissional?
Se os sintomas persistem por mais de duas semanas, interferem na rotina da criança ou causam sofrimento visível, é hora de procurar um psicólogo especializado em psicologia infantil. O tratamento geralmente envolve terapia lúdica, orientação familiar e, quando necessário, avaliação multidisciplinar.
Na Clínica Vittaris, nossa equipe de psicologia atende crianças, adolescentes e famílias com um olhar humanizado, integrado e focado no bem-estar real de cada paciente.
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